Darcy Derenusson cresceu em Ipanema escutando muita Bossa Nova e músicas italianas. Por volta de 1963, aos 10 anos, foi inspirado com o aparecimento dos Beatles cantando “I Wanna Hold Your Hand” na televisão. A partir daí, com o auxílio de sua cunhada Tereza Lustosa e de seu irmão Jayme Derenusson, tomou contato com o violão. Nessa época, também compartilhava os primeiros acordes com os amigos Frank Wyllie, Francis Wyllie e Marcos Llerena.

O primeiro grupo

De 1965 a 1968, Darcy, Frank, Francis e Marcos Nascimento – este último recém-chegado ao grupo – se reuniam constantemente para compor e tocar canções, cantadas entre os amigos do bairro, que seriam parte dos primeiros rocks nacionais. Deste grupo, apenas Marcos Nascimento (Marcos Ama) se profissionalizou como percussionista, acompanhando músicos como Elba Ramalho e Caetano Veloso.

Também nesta época, acompanhou tocando violão o grupo vocal "Scala 5", do qual faziam parte Sylvia Romero Derenusson (sua irmã), Cláudia, Alda, Luiza, Ruth. Ensaiavam com a Lêda Sá Freire Coutinho.

A Banda

Em 1968 formou uma banda com um grupo de amigos que freqüentavam a praia de Ipanema em frente à Rua Vinícius, antiga Rua Montenegro. Dela participavam Paulo Rodrigo Tenório (bateria) - falecido na década de 70, Fank Wyllie (guitarra solo), Francis Wyllie (baixo). Ensaiavam na lagoa e tiveram o prazer de tocar em alguns clubes do Rio de Janeiro. O músico Coutinho, que tinha lançado um LP nesta época, ajudou na divulgação da Banda. Zé Rodrix e Walther Montezuma também participaram do projeto.

Darcy Derenuson Darcy Derenuson

                             Frank, Darcy e Francis – 1969                                                                                       Paulo Rodrigo

                                                              Frank, Francis, Paulo Rodrigo e Darcy - 1969

A Arquitetura

Em 1973 Darcy Derenusson entra para a faculdade de arquitetura. Formado em 1978, realizou diversos projetos. A atuação em outras áreas que não fosse a música, sempre ajudou como fonte de inspiração de suas criações.

             Darcy, em pé, na Universidade Santa Úrsula - 1973

Darcy, visitando um projeto seu em Terezópolis - 1992

Os Festivais

Sua irmã Sylvia, ex “Scala 5”, chamou para tocar violão com um grupo de teatro na escola do seu sobrinho Renato. A peça, escrita por Antônio Joaquim de Macedo Soares, tinha um grupo heterogêneo. médico, engenheiro, economista, arquiteto, jornalista, etc, e formavam um animado grupo cheio de projetos artísticos e musicais. Nessa onda, participou do Festival de Música de Miracema/RJ em 1984, com Antônio Joaquim (voz), Eugênio (percussão), Maju (cavaquinho), Paulinho Assis Brasil (flauta) e outros.

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Darcy, Maju, Antônio Joaquim e Paulo Assis Brasil - 1984

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Maju, Antônio Joaquim, Paulo Assis Brasil e Eugênio - 1984

Na Noite

Em 1985 tocou em algumas casas noturnas com Paulo Assis Brasil e Juca da Gaita. Este último, o saudoso Juquinha, já saía de casa com a gaita no bolso, preparado para tocar com Luizinho Eça no Chico`s Bar ou em outros lugares do Rio em que se ouvia boa música.

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Juca da Gaita, Paulo Assis Brasil e Darcy - 1986

Em 1986 voltou a tocar acompanhando seus antigos amigos Walther Montezuma e Fernando Carvalho (Terra Molhada) no Clube 21 do Rio de Janeiro. Nesta banda também estavam alguns músicos de Brasília, entre eles o baixista Zambinha.

Novas Composições

1988 - Nessa época conheceu Raick Makau, com quem divide a autoria da música “Castelos”. Os dois compositores estão desde 1995 morando em Brasília e constantemente se encontram.

1989 - Nesta fase fazia os arranjos de suas músicas em um gravador Fostex de 4 canais utilizado antes pelos músicos George Isrrael (Kid Abelha) e Nilo Romero. Os arranjos eram realizados em um teclado Yamaha V50, acompanhado de voz e violão. O violonista Turíbio Santos, seu vizinho no Leblon, lhe falou uma vez: “Darcy, você não precisa estudar harmonia. Só tem de deixar as unhas crescerem".

Em 1991 formou outra banda chamada Blue Banana com Claudio Bighinzoli (bateria), Maria Pia Leite (vocal), Fabio Alo (vocal), Leo Nobre (baixo), seu sobrinho Fernando Carvalho Derenusson (Violão). Treinaram muito..., viajaram também. Mas como todos estavam mais preocupados com suas outras profissões, o projeto ficou como uma bela lembrança. Porém, essa banda acordou o Darcy músico que passou a fazer apresentações em casas noturnas do Rio de Janeiro.

Brasília

Desde 1995 morando em Brasília, gravou as músicas “Só” e “Grito de Paz”, esta última com um novo arranjo e produzida por Pauly Di Castro. A gravação foi em Brasília no estúdio Porão em 1996. Essas músicas tocaram durante 3 anos em rádios brasilienses e fazem parte do CD "Pro Lado do Mar".

Darcy Derenusson

Darcy Derenusson no estúdio - 2007

Posteriormente conheceu em o pianista Jones Cavalante, com quem gravou o CD “Pro Lado do Mar”. Com uma tiragem de 1.000 cópias apenas, o CD “Pro Lado do Mar” foi quase totalmente vendido ou presenteado nas Américas. Restam menos de trinta unidades.

Darcy Derenusson

Darcy Derenusson e Jones Cavalante - 2007